Flores, jardins, arranjos… Se você, como eu, adora a companhia da natureza, reserve um dia para visitar a 26ª Expoflora, que vai até 23 de setembro, em Holambra, a 140 Km de São Paulo, SP. Este ano, as fachadas e jardins dos pavilhões estão bem mais floridos lembrando, e muito, as paisagens oníricas das cidades européias. A principal novidade deste ano é a oficina de arranjos. Quem quiser participar, paga 8 reais, recebe um kit com flores e espuma floral. E um dos monitores – todos designers florais – mostra o passo-a-passo de um arranjo básico. Em 40 minutos, você sai dominando a técnica e, melhor, leva o arranjo para enfeitar a sua casa. A super simpática Léo Mendes ensinou tudo para mim e no final deste post você acompanhará o passo a passo, com imagens feitas pelo nosso fotógrafo Ricardo D’Angelo.
Eu separei também alguns destaques da mostra de paisagismo, que trouxe este ano propostas mais naturais – menos cenográficas – e que resgatam a essência dos jardins de antigamente. Um parêntese: acho que a direção da Expoflora deveria retirar as divisórias e a cobertura desse pavilhão e permitir que os paisagistas implantassem seus projetos em espaços a céu aberto. Mas voltando ao que interessa: começarei pelo jardim de Milena Ribeiro e Daniela Galanti, que recriaram o quintal da casa da vovó, com agradáveis recantos repletos de flores e frutíferas.


Continuo por um dos cantos da varanda da casa, de Tânia Pirola e Eduardo Barros Macedo. Eles reuniram bromélias, costelas-de-adão e orquídeas, quase que homenageando a exuberância da nossa flora tropical.

Outra boa surpresa é o Pátio dos Aromas de Rosana Negreiros e Francisco Alberto de Almeida.


Rosana me contou que a idéia foi trabalhar exclusivamente com materiais de baixo impacto ambiental. Traduzindo: a viga que parece madeira é feita de plástico reciclado e aceita até prego. As tintas são à base de pigmentos naturais (ambos da Prima Matéria). E o piso pré-moldado de cimento não impermeabiliza o solo. Prova disso é a fonte: a água que cai sobre o piso é totalmente absorvida. Os bancos são de madeira certificada (Julia Krantz) e os pedriscos são, na realidade, cacos de cerâmica – sobras do processo de fabricação de cerâmica. O melhor de tudo é sentir a suave combinação de aromas: lavanda, flor de laranjeira, pimenta-da-Jamaica, alecrim, jasmim estrela e lírio.
Também me chamou a atenção o projeto de Tamara Christo França. As cercas de bambu que ela criou delimitam pequenas hortas com couve, alface lisa, alface crespa, almeirão e temperos.

No meio dessas delícias há flores como petúnias e capuchinhas (que são comestíveis). Tâmara me disse que reuniu plantas companheiras. Assim, a capuchinha espanta as pragas da couve e a petúnia as do alface. Isso vale para pulgões, lagartas e cochonilhas. Nosso rápido giro – há muito para ver lá! – termina aí sim num pátio aberto, com mais quatro jardins criados por outros profissionais. Um deles foi batizado de Churrasqueira e Piquenique e leva a assinatura de Celeste de Caria Moraes, que explorou o elemento água.

E finalmente: a Praça das Águas de Sérgio Gonzalez, que arquitetou um adorável canteiro com fícus, petúnias e bromélias. Aqui fica bem claro que o clima retrô – de volta ao passado – influencia cada vez mais os projetos de paisagismo.

Bem, agora aprenda a fazer um arranjo e aproveite para encher a casa de flores e de emoção neste fim de semana ou em qualquer hora do seu dia:

1 Léo Mendes, a super simpática designer floral, espeta três hastes dejunco, elemento que marca a altura do arranjo.

2 Como acontece na natureza, coloque a menor flor na parte superior do arranjo. Espete a segunda na metade e a maior na base do arranjo.

3 Agora, corte as hastes das alstroemérias e espete na base do arranjo para camuflar a espuma floral. E está pronto o seu primeiro arranjo!

Dica: espete o cabo na espuma floral até sentir firmeza. E jamais reaproveite a espuma floral. Explicação: ela perde a firmeza e também cria bolhas que impedem que a flor absorva a água. Para manter seu arranjo bonito, coloque uma xícara de café de água todos os dias na espuma floral. A dica também é válida para arranjos pequenos.
Vale conferir: o pavilhão de venda de flores, com preços tentadores.

Aqui, um dos destaques é a A’doro – parece até de mentirinha – nova planta produzida em Holambra que pertence à família das sempre-vivas, típicas de cerrado.

Não é perecível e pode ficar dentro de casa. Já vem com um vaso de porcelana com reservatório, que garante o suprimento de água e evita que a planta morra por falta de rega. Por 19,90 reais. Gostou? Então, faça o seu tour e envie depois o seu comentário. Até 23 de setembro, de quinta-feira a domingo, das 9 às 19 horas. Acesso: Rodovia SP – 340 (Campinas-Mogi Mirim), saída 140. Ingresso: 22 reais (grátis para crianças de até 5 anos). Informações pelo tel: (19)3817-2228.